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Atualizado em 28/08/2013 às 09:09

Carlos Roberto Simm: implementamos um confinamento que produz e certifica a carne que o consumidor quer

O Prêmio BeefPoint – Edição Confinamento vai homenagear quem faz a diferença nos confinamentos do Brasil. Essa é uma iniciativa do BeefPoint, e tem a Assocon como parceira.


 

Carlos Roberto Simm: implementamos um confinamento que produz e certifica a carne que o consumidor quer

O Prêmio BeefPoint – Edição Confinamento vai homenagear quem faz a diferença nos confinamentos do Brasil. Essa é uma iniciativa do BeefPoint, e tem a Assocon como parceira. A premiação será feita durante o Interconf 2013, evento da Assocon que acontecerá nos dias 9 a 12 de setembro de 2013, em Goiânia/GO e que o BeefPoint está fazendo a curadoria de conteúdo.

Para conhecer melhor os finalistas, o BeefPoint preparou uma série de entrevistas que mostram o que eles têm feito para se destacar na pecuária de corte.

Confira abaixo a entrevista com Carlos Roberto Simm, um dos finalistas na categoria Carne de Qualidade em Confinamento.

Carlos Roberto Simm

Carlos Roberto Simm é engenheiro agrônomo e administrador de empresa rural, com duas propriedades. É presidente da Federacite, do Sindicato Rural, da Aproccima e do Conselho Técnico Operacional da Pecuária de Corte no Fundesa (Fundo de Defesa Agropecuária). Membro do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, do Senar e da Farsul.

Pela Federacite, está apoiando quatro grupos de produtores a implantarem o programa BPA da Embrapa. Através de livro editado anualmente, contam a história de empreendedores rurais bem sucedidos, estão desenvolvendo um plano diretor para propriedades rurais e um projeto de valorização das pastagens nativas do Rio Grande do Sul.

Pela Aproccima, estão fazendo a rastreabilidade chegar ao consumidor final, buscando uma Indicação Geográfica para as carnes ovinas e bovinas produzidas no Campos de Cima da Serra, organizando cadeias produtivas e unidades de negócio.

Na atividade de pecuária, realiza um trabalho de pesquisa com a Embrapa e UFRGS, que descreve 5 sistemas de terminação de gado, caracterizando a carne de cada um deles, com análises de laboratório, sensoriais e degustativas. Trabalha com confinamento desde a década de 1970.

BeefPoint: O que você considera mais importante em um confinamento de gado de corte?

Carlos Roberto Simm: Considero importante observar “as cinco liberdades” dos animais, segundo o Farm Animal Welfare Council, e produzir uma carne de alta qualidade, sem modificar seu sabor natural, para um mercado cativo e exigente. Ter também um bom técnico como assessor é importante.

BeefPoint: Qual o maior desafio dos confinamentos no Brasil hoje?

Carlos Roberto Simm: O maior desafio é padronizar o gado para o máximo desempenho. Buscar parceiros produtores de terneiros (bezerros) com genética para alta taxa de conversão alimentar e rendimento de carcaça.

BeefPoint: Qual projeto de confinamento você teve contato ou implementou nestes últimos anos, que considera um case de sucesso? Por quê?

Carlos Roberto Simm: Implementamos um projeto de confinamento que produz e certifica a carne que o consumidor quer. A carne é rastreada na produção, no frigorífico e no varejo. Assumimos o gerenciamento da cadeia e fidelizamos o consumidor. Garantimos uma margem satisfatória ao produtor. Entregamos o mesmo produto (qualidade diferenciada) todo o ano.

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BeefPoint: O que você fez em 2012 que te trouxe mais resultados?

Carlos Roberto Simm: Em 2012, além de controlar o desempenho econômico dos animais na alimentação, implementamos, como objetivo, uma diferença de valor entre a compra do animal e sua venda gordo. Assim, o resultado final foi a soma do desempenho no confinamento e do menor valor da compra em relação à venda.

BeefPoint: O que você pretende fazer de diferente em 2013? E por quê?

Carlos Roberto Simm: Em 2013 estamos montando um controle de compras de animais, através de notas, que será comparado com o resultado final, quando o animal for abatido. Assim faremos uma classificação dos animais mais eficientes relacionando com quem os produziu. Com este sistema, podemos pagar pela eficiência.

BeefPoint: Qual mensagem gostaria de deixar para os confinadores no Brasil?

Carlos Roberto Simm: O confinador deve buscar parceiros comprometidos com os resultados, tanto nas compras como nas vendas. Produzir o máximo possível dos alimentos, e usar os insumos da estação, para permitir uma margem operacional no processo. E ainda, se possível, trabalhar sob a forma de Alianças Mercadológicas para a venda da carne.

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Fonte: Beefpoint

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