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Atualizado em 09/01/2013 às 09:09

Boas perspectivas para venda de máquinas

Depois de um ano marcado pela seca no Sul do Brasil e pela restrição às exportações para Argentina, as empresas de máquinas agrícolas que atuam no país projetam um crescimento entre 4% e 5% nas vendas internas em 2013, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).


 Depois de um ano marcado pela seca no Sul do Brasil e pela restrição às exportações para Argentina, as empresas de máquinas agrícolas que atuam no país projetam um crescimento entre 4% e 5% nas vendas internas em 2013, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).


Em 2012, as principais dificuldades do segmento foram no primeiro semestre, quando houve as quebras nas colheitas de grãos de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Também recuou a demanda vinculada ao programa governamental Mais Alimentos, e as restrições às exportações para a Argentina fechavam o quadro negativo, que mudou um pouco no segundo semestre.


Com a redução de 5,5% para 2,5% dos juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI, do BNDES), anunciada no fim de agosto, as vendas internas voltaram a ganhar fôlego. Além disso, a severa estiagem que ceifou a produção americana de grãos contribuiu para elevar os preços internacionais de soja e milho e abriu perspectivas para o aumento das áreas plantadas no Brasil - que, somado à maior capitalização dos produtores, gerou uma corrida mais aceleradas por novas máquinas.


A Anfavea, que previa inicialmente estabilidade nas vendas domésticas em 2012, acabou por registrar aumento de cerca de 5% (o resultado ainda não foi fechado oficialmente). Milton Rego, vice-presidente da entidade, estima que a comercialização de suas empresas associadas alcançou 69 mil unidades de tratores e colheitadeiras no ano passado, ante as 65,3 mil de 2011 e as 68,5 mil de 2010, que deve perder o posto de melhor ano em vendas internas.


A definição de regras para o PSI para todo este ano, divulgada em dezembro pelo governo - juros de 3% no primeiro semestre e de 3,5% no segundo - é um dos principais fatores que explicam o otimismo das empresas, que também contam com preços ainda elevados das commodities e bons resultados no campo brasileiro - e o clima deve ajudar.


A americana John Deere é uma das empresas que projetam avanço neste ano, sem citar metas. O Brasil superou o Canadá e já é o segundo mercado para a empresa, atrás dos Estados Unidos. A América Latina responde por 15% da receita global da múlti e o mercado brasileiro é responsável por mais da metade dessa fatia latina apenas com os negócios da área agrícola - a empresa atua também com outros tipos de equipamentos, como para construção.


"Estou satisfeito com o PSI, vendo movimentações nos investimentos em infraestrutura. Tudo isso traz um otimismo que também é importante para a comunidade mundial", diz Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos para América Latina da John Deere.


A também americana AGCO anunciou, ainda no fim de novembro, que a perspectiva para 2013 é positiva. "Estamos tentando ter outro ano de recorde", disse o CEO Martin Richenhagen. O faturamento global da companhia deve ter atingido US$ 10 bilhões em 2012, 13,6% mais que em 2011 (US$ 8,8 bilhões). A AGCO estima que as vendas de tratores e colheitadeiras no Brasil podem crescer entre 5% e 10% em 2013, segundo Fábio Piltcher, diretor de marketing para América do Sul da multinacional.


A New Holland, marca do grupo CNH, estima crescer cerca de 10% este ano frente a 2012, que registrou aumento das vendas internas de aproximadamente 5% ante 2011. Para Luiz Feijó, diretor comercial da New Holland para a América Latina, a boa safra interna, a seca nos Estados Unidos e os juros menores do PSI no segundo semestre do ano passado compensaram as perdas registradas com a seca no Sul do país.


Com o mercado interno aquecido, ocorreu uma mudança no perfil da oferta, na avaliação de Rego, da Anfavea. Aumentou a procura por máquinas de maior potência em busca de maior produtividade e menor exposição às variações climáticas. Segundo ele, em 2009 mais de 60% das vendas eram de tratores com potência abaixo de 100 cavalos. Hoje, quase 60% são tratores com mais de 100 cavalos.


Se por um lado a expectativa é de crescimento da comercialização doméstica, as exportações das empresas ligadas à Anfavea podem ficar estáveis. Em 2012, a venda externa deve ter caído para 17 mil unidades, ante as 18,3 mil de 2011. Além das restrições argentinas, a perda de competitividade da indústria nacional também prejudicou esses negócios, de acordo com Rego. A situação preocupa, pois em alguns casos há perda de mercados quase inteiros.


Do lado dos implementos agrícolas, a expectativa também é de aquecimento no mercado interno. O faturamento das empresas ligadas à Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) tende a crescer 10% em relação aos R$ 10 bilhões estimados para 2012. No ano passado, as exportações recuaram 3% e as importações cresceram estimados 35% sobre os US$ 583,3 milhões de 2011.


Celso Casale, presidente da CSMIA, afirma que, apesar da expansão do mercado interno, a preocupação é com o futuro da economia brasileira, que tem de voltar a crescer de forma satisfatória. "Caso contrário teremos problemas lá na frente. Seremos afetados em 2014, 2015, pois não dá para o setor crescer sozinho".


(Por Carine Ferreira | De São Paulo - Valor Online)


 
Fonte: FAEG Autor CLEIBER DI RIBEIRO BARBOSA

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