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Atualizado em 13/12/2012 às 15:15

Produtor no MS cria, terceiriza o abate e comercializa carne Nelore X Wagyu em restaurante e açougue próprios

A Agropecuária Hisaeda começou a criar animais meio sangue Nelore e Wagyu (Terenos-MS) em 2000, e hoje tem seu próprio restaurante e açougue em Campo Grande. O Sr. Toshio Hisaeda explicou que em 1999 experimentou pela primeira vez a carne de animais da raça Wagyu, e por isso resolveu começar sua própria criação.


 A Agropecuária Hisaeda começou a criar animais meio sangue Nelore e Wagyu (Terenos-MS)  em 2000, e hoje tem seu próprio restaurante e açougue em Campo Grande. O Sr. Toshio Hisaeda explicou que em 1999 experimentou pela primeira vez a carne de animais da raça Wagyu, e por isso resolveu começar sua própria criação.

Hoje, ele e seu filho Shunji produzem de 1 mil a 1,3 mil bezerros por ano, abatendo dois animais/semana. O projeto começou com mil doses de sêmen Wagyu mais 60 animais ½ sangue com Nelore. O sistema produtivo atualmente utiliza tanto inseminação artificial como monta natural, atingindo peso médio de 170 kg na desmama com oito a nove meses de idade. A recria é feita totalmente a pasto sem suplementação (somente sal mineral), com o abate aos 36 meses, e machos e fêmeas são aproveitados.

No abate, o peso médio é de 16 arrobas para fêmeas e 22 arrobas para machos. Todos animais são abatidos, a fazenda não seleciona as melhores carcaças com ultrassom ou visualmente. O Sr. Toshio explicou também que no início de seus abates, ele não conseguiu preço diferenciado pela arroba no frigorífico, e  então “comecei abater e vender no meu próprio açougue”, aumentando sua rede de clientes no dia-a-dia e hoje consegue vender a carne com preço 50% maior que a carne comum. A terceirização do abate e a entrega da carne no açougue é paga com o couro e miúdos dos animais do Sr. Toshio.

Como clientes, a Casa de Carnes Toshio tem consumidores finais, outros açougues, restaurantes e mercados. Os cortes de menor valor, principalmente os do dianteiro, são utilizados para fabricação de hambúrguer. E questionado como a empresa busca por novos clientes, Toshio comentou que a procura cresce pelo “boca-a-boca”, e cita sua página no Facebook Wagyu Hisaeda Brazilian Wagyu Beef.

 

Ele deseja que os brasileiros comam “carne saborosa e natural”,  por isso sua produção é totalmente a pasto. No caso destes dois animais da foto abaixo, são dois bois 1/2  Wagyu x Nelore com mais de 600 kg de peso vivo, rendendo 23@/cab. Concluindo, o Sr. Toshio disse “daqui a três anos todos os animais Wagyu 1/2 sangue serão orgânicos (IBD) e os 3/4 também serão daqui a quatro anos”. Ainda, incentivará a produção de pequenos produtores parceiros, fomentando a criação para pequenos criadores visando aumentar sua produção e vendas.

Fonte: Agropecuária Hisaeda, em entrevista feita por Marcelo Whately, analista da Equipe BeefPoint.


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