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Atualizado em 05/06/2012 às 09:09

Adesivaço contra cartel da carne sai 2ª feira em Goiânia

A formação de cartel da carne, imposto pelo JBS/Friboi, Marfrig e Minerva, será o foco principal de encontro hoje, 25, às 18 horas na Sala do Produtor, na sede da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA). Nesta reunião, os pecuaristas serão inteirados do “adesivaço” a ser deflagrado na segunda-feira, às 9 horas, em frente ao Parque Agropecuário de Goiânia, onde ocorre a 67ª Exposição Agropecuária de Goiás.


 SGPA deflagra 2ª feira “adesivaço” contra monopólio da carne

 

 

A formação de cartel da carne, imposto pelo JBS/Friboi, Marfrig e Minerva, será o foco principal de encontro hoje, 25, às 18 horas na Sala do Produtor, na sede da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA). Nesta reunião, os pecuaristas serão inteirados do “adesivaço” a ser deflagrado na segunda-feira, às 9 horas, em frente ao Parque Agropecuário de Goiânia, onde ocorre a 67ª Exposição Agropecuária de Goiás.

 

O tema, que foi manchete do DM, está assustando os pecuaristas de todo o Brasil. A ênfase maior, contudo, é na região Centro Oeste, onde os produtores ensaiam reação. Em Goiás, a Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura articula reunião com os criadores e simultaneamente a proposta é a de provocar um “adesivaço” nos carros. Os adesivos constariam de um alerta sobre os riscos de imposição de preços pelos frigoríficos e, conseqüente, aumento nos preços da carne aos consumidores.

 

O presidente da SGPA, Ricardo Yano, denunciou a cartelização e apontou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de contribuir para um desfecho incerto, utilizando recursos do contribuinte brasileiro, no financiamento dos grandes frigoríficos. O trio vem comprando pequenas e médias plantas pelo país inteiro, “o que deixa forte temor de insegurança para os pecuaristas nacionais”, sustenta Yano, que ontem recebeu dezenas de cumprimentos pelas denúncias nesse sentido através do Diário da Manhã.

 

A equipe Cepea, bastante respeitada nos meios agropecuários pela seriedade do trabalho dos seus técnicos e professores, elaborou um trabalho sobre o PIB do Agronegócio e concluiu que haverá recuo no segmento este ano. “O agronegócio pecuário apresentou resultado pouco expressivo em janeiro, mas positivo: taxa de mais0,13%”. Esse cenário, segundo Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, Ph.D, “é bem mais modesto que o verificado em janeiro de 2011, quando o segmento cresceu 0,86%”.

 

Mas, os estudos do Cepea constatam que “na pecuária, a taxa mensal observada para o segmento da distribuição foi de apenas menos 0,02% e na agricultura, de menos 0,25%”.

 

Os dados da respeitável instituição coincidem com que os produtores e o Departamento Econômico da Federação da Agricultura de Goiás têm em mãos. O fator preocupante é a alta dos insumos e também das rações, segmentos que mais penalizam os produtores. Ricardo Yano teme que a soma do jogo do cartel da carne e com esses níveis comprimam a renda dos agropecuaristas. Numa exposição agropecuária como a que ora ocorre em Goiânia, o desejo da diretoria da SGPA é que os criadores possam sentir-se desestimulados a empregar novos pacotes tecnológicos, comprometendo o desenvolvimento da atividade pecuária.

 

A mão de obra, sal mineral, reposição de peças para a operacionalidade das máquinas agrícolas e o arame destinado à formação das cercas sofrem contínuos aumentos e que são custos que oneram os produtores, segundo dados de Christiane Paula Rossi de Carvalho, do Departamento Econômico da Faeg. Um produtor, que preferiu ficar no anonimato, acrescenta mais uma informação: um gerente de fazenda hoje ganha em média R$3 mil, além de casa, carro, comida, 13º salário. E a tendência, segundo Paula Rossi, é de “piora, porque a mão de obra do campo tem migrado para o meio urbano, optando pelo trabalho na construção civil”.

 

O informativo Cepea – Insumos Pecuários da Universidade de São Paulo – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, fez um levantamento em março dos preços dos insumos. A constatação é de aumentos que variam de 0,003% a 7,44% em produtos bastante utilizados nas propriedades rurais, como antibióticos,mata bicheira, vacina contra brucelose, adubos, uréia agrícola, entre tantos outros. As despesas também afloram com relação à manutenção de pastagens, benfeitorias, mão de obra e serviços, despesa de compra e venda de animais.

 

A evolução nos preços da arroba do boi não acompanha o crescimento dos custos operacionais. Ao contrário, os preços do boi caíram em março e mantém-se “mais firmes no segundo período”. Pelos indicadores do boi gordo ESALQ-BM&Bovespa fechou a R$96,19 e no dia 30 de março passou a R$94,92. Pelos dados de ontem da Scot Consultoria, os preços em Goiânia estão na casa dos R$84.

A expectativa de curto prazo é de que a redução na oferta do gado contribua para o enxugamento dos estoques e, juntamente com a virada do mês, ajude a firmar o mercado, apesar da pressão baixista ainda não ter acabado, conforme a Scot.

 Por: Wandell Seixas

www.beefpoint.com.br


 

 


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