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Atualizado em 22/12/2013 às 14:14

NOTÍCIAS DO FRONT - "Quem determinará o preço da arroba em 2014?"

 

Por  em 22 de dezembro de 2013

NOTÍCIAS DO FRONT

A pecuária Goiana e Brasileira em uma visão de curto, médio e longo prazo, escrita por quem a vive e precisa de repostas imediatas (Edição de 22/dez/13 a 28/dez/13)

 

Aos recrutas que costumam “salvar a pele” do Mantega,

Nos últimos anos muitas leis foram revogadas, alteradas, substituídas ou principalmente burladas em nosso País. Mas uma delas continua intacta: a lei da oferta e da demanda. O mercado bovino deveria pensar mais nela…

Vamos ver abaixo o porque!

1)      Como está o nosso teto (SP/MS)?

Se a semana passada foi a semana em que foi batido o recorde nominal da carne no atacado, esta semana caiu moralmente o recorde nominal da arroba da história do País. Digo “moralmente”, pois os negócios no físico foram acima de R$ 114,48/@av (nossa maior marca, de nov/2010), mas o indicador (nosso referencial) ainda ficou “um fio de navalha” abaixo dele. 

Em números o que está acima: o indicador BMF da arroba de SP à vista, iniciou a semana passada em R$ 112,79 (variando de R$ 110,50 a R$ 115,00) e finalizou em R$ 114,18 (variando de R$ 111,50 a R$ 117,00).

Muito bom, mas já começou a dar a impressão de que a alta perdeu o “fôrergo”, escancarado pelo spread (diferença) entre a mínima e a máxima do preço à vista. Ocorre que os frigoríficos grandes, abastecidos de carne de estados onde a produção está deslanchando (como MT e PA), não pagam mais que R$ 110 a 111/@ à vista. Já os pequenos, ainda continuam com “apetite” pagando R$ 115 a 117/@ à vista.

No MS, as ofertas de compra giram entre R$ 105av x R$ 107ap.

O País já está parado. O clima de Natal já é realidade. Caminhoneiros abandonam NF´s caso as cargas estejam enroladas… Já em relação às escalas, motivadas sobretudo pelos dias sem produção das próximas duas semanas, elas avançam estando entre 06 e 10/jan.

Desta forma, ao atingimos a 7ª semana de alta da arroba, passamos o status do BEEFRADAR para: “estabilidade(75%)/alta leve a moderada(25%)”.

 

2)      E aqui, na terra do pequi?

A principal diferença do mercado em GO com as referências nacionais é que as escalas estão mais atrasadas. A semana que vem obviamente está completa em função dos feriados, mas ainda não estão totalmente preenchidas as vagas dos abates da semana do ano novo. Ainda há vagas entre 02 e 05/jan.

Os “preços balcão” estão entre o R$ 104av x R$ 106ap, com ágio EU de +R$1/@ e negócios especiais R$1/@ acima da referência, de modo que o máximo preço no estado é R$ 108/@.

O diferencial de base do boi de GO x SP está entre R$ -7,50 a R$ -8,50/@ e o diferencial de vaca GO x boi GO de -5,5%.

Neste cenário, passamos o status do BEEFRADAR para: “estabilidade(75%)/alta leve a moderada (25%)”.

 

3)      Hora do quilo (para “refrescar a cuca”)estou dos mais satisfeitos, pois agora o meu negócio tem início, meio e fim – frase do “General do Front” Alaor Ávila Filho (o General que se veste de soldado) ao entender o real sentido de quem usa as ferramentas comerciais de trava de preço da @ e tangenciar este entendimento na frase magnífica acima, que resume em poucas palavras a essência da vantagem de se trabalhar a venda de bois gordos de maneira eficiente.

4)      O que diz a nossa bola de cristal?

 

4.1. Nova semana de recordes de preços quebrados

recorde do preço da referência da @ de 2013: foram 5 dias de mercado e em todos tivemos o recorde de preço da arroba do ano estabelecido, que por ora, é o R$ 114,18av, de sexta (20/dez);

recorde do preço da carne de 2013 e da HISTÓRIA DO PAÍS: atingiu R$ 7,75/kg de carcaça casada, na quinta, dia 19/dez;

recorde de preço do mercado físico de 2013: também nesta quinta, dia 19/dez, houve negócios a R$ 117-118/@av, recorde do ano para SP e da história do País;

recorde de preço do bezerro no mercado físico de 2013 e da história do País: também nesta quinta, dia 19/dez, o bezerro atingiu R$ 876,16/cab no mercado físico do MS (base Campo Grande), a referência nacional;

semanas seguidas de alta da @: atingimos pela 3ª vez no ano a marca de 7 semanas de alta;

 

4.2. O que sugerimos fazer numa alta forte

Vender. É isto que fizemos esta semana. Vender paulatinamente. Vender na alta é bom demais. Mas devagarzinho, fazendo média para cima.

 

4.3. O mercado igual ao “cunhado mala” no seu churrasco

De olho na carne, igual ao seu cunhado mala nos churrascos que você faz… Sim, o mercado do boi gordo está todo de olho na inversão da tendência de preços da carne no atacado. Em momentos como este, quando esta inversão de tendência ocorreu, a arroba veio para baixo, junto com a carne.

Nos “porões do mercado”, comenta-se que as grandes redes atacadistas estão com foco nas vendas do que foi comprado de carne para o final do ano. Comprando carne, somente estão pequenas redes e somente comprando cortes “grill”. E o dianteiro começa a querer cair de preço.

É normal uma queda no preço da carne de 5 a 15% entre dez e janeiro, segundo o “Doutor” Leandro Bovo. Este ano, em sequência a um período de altas vendas (antecedentes as festas de final de ano), teremos um período de baixa produção (as mesmas festas), o que pode resultar em uma dificuldade de recomposição dos estoques. Daí, acreditamos que de dez/2013 para jan/2014, esta queda normal de dez para jan, pode ser menor… E, portanto, a @ pode seguir esta direção e entrar em 2014 igualmente firme, ou pelo menos, resistente à quedas abruptas.

Para reforçar isto, surgiu esta semana uma notícia de que os EUA podem passar a permitir a entrada de carne in natura de alguns estados brasileiros em específico…

 

4.4. “2014”, o ano com menos dias úteis

Os economistas que trabalham no mercado de ações da BMF estão um pouco preocupados, pois o volume financeiro dos negócios de 2014 pode ser menor, porque há muitos feriados este próximo ano, com menos dias úteis, portanto.

Bom… Para o boi, as ações que me perdoem. Mas isto é ótimo. Os dias “menos úteis” são “muito úteis” para um bom churrasco!

 

4.5. Quem determinará o rumo do preço da arroba em 2014

Seguindo o raciocínio do início do texto… Quanto à demanda, interna e externamente as perspectivas são as melhores possíveis. Parece que deste lado da equação, as cartas estão na mesa.

Porém quanto à oferta… um contraste de informações! Vejam: assistimos a uma excelente palestra no BeefSummit que relatava recorde de produção de bezerros de 2011 a 2013, o que poderia amenizar uma possível queda de abate em 2014 (visto um possível início de retenção de fêmeas e menos matrizes no abate).

Em compensação, produtores de cria relatam o alto abate de fêmeas em 2013 e chamam a atenção para o fato de que a estação chuvosa do final de 2012/início de 2013 teria complicado os índices de prenhezes, contrastando com a informação anterior.

É desta dúvida que nasce a grande incerteza sobre os destinos da arroba em 2014. Ou seja, não há consenso sobre o padrão de oferta de animais para abate em 2014.

Após 8 trimestres consecutivos de alta de animais abatidos, com a indústria acelerando desde 2011, e o alto abate de fêmeas ocorrido em 2013 (46%, segundo o IBGE), acreditamos mais numa possível reversão desta curva do que o contrário, dando mais suporte para o bovino no ano que se inicia.

Tudo bem que esta reversão, ou seja, diminuição de abates em 2014 pode ser branda, mas deve começar a ocorrer. E este nível ainda é desconhecido.

Outro fato que pode complicar e ajudar a reduzir os abates de 2014 é uma relação de troca mais desfavorável ao invernista… Abater para quê, se a reposição não ajuda? E o bezerro já está num outro patamar de preços, enquanto o boi ainda pretende assumir esta nova posição…

Assumindo que a demanda para 2014 é muito firme (e isto deve ser mesmo uma realidade), em nossa opinião, o mercado só está pensando neste lado da equação (demanda aquecida), e acabou se esquecendo de que “a batida do martelo” do preço da arroba de 2014 será dada pela relação da (ainda incerta) oferta com a (quase certa) demanda aquecida…

Consequentemente, o suporte de preços pode ser ainda mais forte…

 

Até o próximo, se assim Deus permitir…

 

rodrigo albuquerque
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