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Atualizado em 08/07/2013 às 11:11

NOTÍCIAS DO FRONT: “Que Lição Podemos Tirar Da BOVESPA E Do ANDERSON SILVA Para O BOVINO BRASILEIRO?”

NOTÍCIAS DO FRONT: “Que lição podemos tirar da BOVESPA e do ANDERSON SILVA para o BOVINO BRASILEIRO?” A pecuária Goiana e Brasileira em uma visão de curto, médio e longo prazos, por quem a vive e...


 A pecuária Goiana e Brasileira em uma visão de curto, médio e longo prazos,

por quem a vive e precisa de repostas imediatas (Edição de 07/jul/13 a 13/jul/13)

 

 

Eis-me aqui, iguais,

Sem mais delongas, a frase inspiradora do dia é: “A velocidade que emociona é a mesma que mata” (Carlos Kind), uma grata contribuição do nosso general Alaor Ávila Filho… (o nosso amigo general que sabiamente se intitula de recruta, é o seu melhor disfarce).

A partir dela, fizemos a variante: “A ganancia que enriquece é a mesma que empobrece” (Rodrigo Albuquerque).

Ou então: “A soberba que empina o nariz é a mesma que amassa o queixo”.

Vamos ver então o que a Bovespa e o “Spider” tem a ver com o bovino brasileiro…

 

1)      Como está o nosso teto (SP/MS)?

O ápice da falta de animais terminados, evento exclusivo e único desde janeiro até agora nesta jornada bovina de 2013, está fazendo seus “estragos”, mas desta vez, eles são em favor do bolso do pecuarista!

Começamos a semana passada com o indicador do mercado físico paulista à vista em R$ 100,48 (de R$98 a R$102) e terminamos com R$ 101,85 (de R$ 99,50 a R$ 104,25). Alta de aproximadamente R$ 1,50/@ na semana, com correções fortes para cima tanto na mínima quanto na máxima do intervalo de negociação a vista.

Implacável e impiedoso o movimento desta semana. Chega a lembrar o saudoso início de nov/2010!

Estamos nas máximas do ano. Semana de guardar na lembrança. E pode vir mais, sim senhor…

Escalas ainda muito incompletas para a semana de 08 a 12/jul, com preços em alta no MS (R$ 100 ap é comum lá) e em SP o R$ 105ap é mais do que realidade.

Mantemos o status do BEEFRADAR para esta semana que se inicia, ou seja:“alta(50%)/estabilidade(50%)”, que deve ser entendido como: perspectiva de alta ou manutenção do preço neste nível atual em igual percentual de probabilidade de ocorrência.

Horizonte limpo e bico para cima, que a “galinha turbinada” voltou!

 

2)      E aqui, na terra do pequi?

Nada de novo, ainda bem! Difícil saber qual o melhor preço do bovino goiano… Chifre, ou melhor (rs) bico para cima também aqui. No final das contas, terminamos a última semana com preço balcão de R$ 91av x R$93ap (ágio EU de + R$2/@).

Isto é balcão, mas há relatos reais de vários negócios entre R$2 e R$ 3/@ acima dos valores citados, principalmente para o sudoeste do estado, mais perto de SP, mas também para áreas do Vale do Araguaia.

O próprio CEPEA, base Goiânia, fala em R$ 92,85av x R$ 93,50ap (máximas do ano).

Escalas curtas, nem tanto quanto SP, mas a compra é da mão para boca, baseado no nosso histórico de escalas longas de 2013.

O deságio para as vacas frente ao boi de -8,80%.

Fica mantido o status do BEEFRADAR, porém com probabilidades diferentes de ocorrência para o GO: “alta(70%)/estabilidade(30%)”, afinal de contas, a arroba goiana tem subido percentualmente mais que a paulista nas últimas 2 semanas, encurtando o diferencial de base, como previsto aqui.

3)      Hora do quilo (para “refrescar a cuca”):

Desenvolvendo a faceta (“bolinha”) da sociedade: “homicídios/100mil habitantes: São Paulo 10; Miami 17” #sinaldostempos, via @ricamconsult.

Minhas conclusões:

- A percepção do problema de violência em SP é pior que nos EUA, mesmo com números melhores, pois em SP são mortas quaisquer pessoas, inclusive as de bem, enquanto que lá, o crime está concentrado em gangues, alguns bairros e narcotraficantes;

- Confio mais na estatística dos americanos do que na nossa;

- O índice de elucidação de homicídios, ou seja, fica entre 5 e 8% no Brasil, sendo que em algumas regiões, como no entorno de Brasília, fica próximo inferior a 5%… Terrível saber que alguém que mata no BR tem no mínimo 90% de chances de não ser descoberto. Nos EUA a elucidação chega a 65% e 90% na Inglaterra.

 

4)      O que diz a nossa “bola de cristal”?

 

4.1. Fecham-se as cortinas do espetáculo… É o crepúsculo do jogo, meus amigos…

Palavras de Fiori Gilioti ao encerrar um jogo de futebol. Radialista da Velha Guarda. Cresci escutando esta frase nas tardes de domingo… Saudades de meu Pai… Pois bem, acabou o primeiro semestre, que é o primeiro jogo dos 2 que compõe a decisão do bovino 2013. Falta agora só o segundo jogo (2º semestre). Este primeiro jogo foi na casa do Frigorífico, pois ocorreu na safra. Ganhamos o jogo por 2×1, fora de casa, apesar da pressão sofrida. E digo mais, o jogo acabou com “olé” para a gente… Igual ao “chocolate” que a Espanha tomou.

Em outras palavras, o primeiro semestre acabou com:

- diferencial @vaca x @boi diminuindo (não há vacas em quantidade grande para abate nem para remédio)

- diferencial de base dos estados x SP diminuindo (foi muito aberto este ano e ainda tem potencial para estreitar mais)

- aumentos de preços são totalmente inócuos em termos de aumentar as escalas (seguem curtas)

- mês padrão entressafra (out) na máxima do ano (BGI V13, cód do out, à R$ 104/@)

- mercado físico de SP e estados na máxima do ano

- telefone de frigorífico tocando igual a “violeiro maneta”, ou seja: “TOCA NADA”

- exportação muito firme (foi a “menina dos olhos” da demanda)

- demanda interna sem sobressaltos, mantendo a carne do preço suporte de R$ 6,30/kg de carcaça casada para cima (agora, bem acima disto, beirando os R$ 6,60/kg)

- oferta pontualmente em baixa e por algum tempo ainda possivelmente

Quanta coisa bonita de se ler. O resultado você vê quando liga no frigorífico: quem ditou o preço da @ neste jogo do primeiro semestre quase todo, fomos nós, pecuaristas, principalmente agora!

 

4.2. Vamos para a nossa mesa tática, direto da Central da Arroba…

“Dando uma de Caio Ribeiro”, tivemos uma demanda extremamente forte até aqui e o preço da arroba (muito defasada quando comparada a outras atividades) só não explodiu porque tivemos uma oferta de animais prontos para abate muito grande. Esta oferta grande, notadamente de fêmeas e novilhas/novilhos (fala-se até em redução do rebanho no MT) dá claros sinais momentâneos de diminuição, causando o estresse de falta de matéria prima que vivemos hoje. Até agora, esta oferta foi totalmente absorvida pela demanda.

O mais interessante de todos os fatores que ocorreram no primeiro semestre para mim, “neste ato o Caio Ribeiro da arroba” foi a carne, que se manteve firme, com raros momento de fraqueza. Isto foi fruto da excelente demanda interna e sobretudo externa, que ajudou a “enxugar”  toda esta carne produzida. Estamos agora no cruzamento desta demanda sustentada/forte com uma oferta enxuta, o que causa a fervura de preços que estamos vivenciando. A pergunta que não quer calar… Isto se manterá até quando? A resposta a esta pergunta vale ouro, mas esta situação não vai durar para sempre, tenha certeza…

 

4.3. Qual o cenário para o segundo jogo da decisão?

Para o segundo jogo, ou melhor, semestre, a resposta para as perguntas abaixo vão nortear quem vai ser campeão este ano. Seguem:

- a oferta, pequena agora, e grande quando se analisa o primeiro semestre como um todo, se manterá elevada ou estreita no segundo semestre do ano?

- a demanda, sempre firme no primeiro semestre inteiro, seguirá o mesmo padrão no segundo semestre, mesmo com a exportação saindo do foco, como normalmente ocorre?

- qual o impacto de termos provavelmente um milho barato devido a safrinha recorde? Ele poderá aumentar a oferta de bovinos e fazer o preço das carnes substitutas caírem?

- o dólar mais alto vai ajudar a nossa exportação até quando?

- a nossa economia interna vai fazer a arrancada em direção ao Natal ou vamos ter pibinho novamente?

- normalmente anos de safra firme tem entressafras mais firmes ainda, será que o padrão histórico vai se repetir em 2013?

Nas próximas semanas vamos responder a estas perguntas, vagarosamente, digerindo-as aos poucos.

 

4.4. É duro ter a ferramenta e não saber usar…

A BMF está aí. Use quem quiser. Só não pode usar errado. Pois bem, com todo respeito, a indústria frigorífica está colhendo agora o resultado do mau uso desta ferramenta. Todo Santo mês deste ano, o contrato futuro da BMF foi pressionado para baixo no início, na maioria das vezes pelo player “pessoa jurídica não financeira” (leia-se frigorífico, grosso modo). E o filme foi o mesmo em todos os meses. Como no final do mês o mercado se ajusta pela média dos 5 últimos indicadores, que refletem o mercado físico, todo final de cada mês, a arroba se ajustava no nível real, mais alto.

Ao invés de usar a BMF para “segurar o físico”, eles poderiam ter “levado a bolsa para cima”, jargão do pessoal da área, para incentivar a entrada de animais do primeiro giro, o que evitaria este apagão de oferta que vivenciamos agora…

Paciência… Mas deu para ganhar dinheiro com isto… Só que o balanço geral é ruim, principalmente para eles agora.

Sorte do frigorífico que a carne subiu e nesta alta do bovino, o frigorífico não perdeu dinheiro. Acreditem. Ganhou “bufunfa”, a alta está sustentada.

 

4.5. Quem é o “come-quieto” do momento?

Reposição. Podem anotar. Devagarinho vai pondo as mangas de fora e o preço vai de bico para cima… Podem anotar… Ciclo pecuário? Sei não, mas que vai, isto vai. Cuidado! Pouca gente falando ou percebendo isto.

 

4.6. Quando todo mundo está pensando a mesma coisa…

Cuidado. Muita gente entusiasmada ou muita gente desanimada ao mesmo tempo não dá certo… Veja o exemplo da Bovespa, em queda absurda. Segue o comentário no link:

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/mauro-halfeld/2013/07/04/FORTE-QUEDA-NO-IBOVESPA-ABRE-OPORTUNIDADES.htm

Pois bem, a Bovespa de hoje pode ser o boi de amanhã, em sentido contrário. Foi muito bem recomendado pelo economista a compra em conta gotas, pois ações após 26% de queda ficaram baratas demais. Sim, podem cair muito mais, daí a compra compassada, mas devem mostrar um galope de alta dentro de algum tempo, daí a recomendação de compra.

Levando tudo isto para o bovino, encerramos o texto reforçando a mensagem dada aqui na semana passada, ou seja: o boi, firme da safra, deve seguir firme até meados deste mês, ou quem sabe ainda por agosto, mas do final de julho em diante, colocaria minhas barbas de molho… Pode haver uma barrigada de preços na saída do primeiro giro, que pode ocorrer a qualquer momento, de 20/julho em diante.

Sempre lembro que as quedas de preço são bem mais rápidas e vigorosas que as altas, imagina depois de 7 meses sem cair… Hum…

Daí a nossa recomendação de venda em conta gotas. Tem que ser desta forma, pois antes de começar a cair, pode subir bem mais ainda. Pode, não significa necessariamente que vai subir. É muito melhor fazer média de preços vendidos para cima do que para baixo, e para isto, precisa-se vender na ALTA.

Quem tiver muita ganância para vender só no pico dos preços, ou no “zóio da mosca” pode sofrer o mesmo que o nosso Supercampeão Anderson Silva, e tomar “uma no queixo”, afinal de contas, “a ganancia que enriquece é a mesma que empobrece” ou então “a soberba que empina o nariz e baixa a guarda é a mesma que amassa o queixo”.

Traduzindo para o boi: a soberba em dizer não para a venda em conta gotas da alta pode ser a mesma “maciez” em dizer sim para a venda de uma vez na baixa.

rodrigo albuquerque
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