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Atualizado em 01/04/2013 às 09:09

NOTÍCIAS DO FRONT – “A quem pertence o futuro?”

A pecuária Goiana e Brasileira numa visão de curto, médio e longo prazos, por quem a vive e precisa de repostas imediatas (Edição de 24/mar/13 a 30/mar/13) Alô, iguais, batalhadores da “peleja bovina”, O futuro a quem pertence? O mercado futuro do boi gordo pertence a poucas pessoas… Mas não é disto que estou falando. kkkkkk


 Alô, iguais, batalhadores da “peleja bovina”,

O futuro a quem pertence? O mercado futuro do boi gordo pertence a poucas pessoas… Mas não é disto que estou falando. kkkkkk

A pergunta tem a ver com a frase inspiradora de hoje: “O futuro pertence aqueles que veem as oportunidades antes que se tornem óbvias.” (John Scully)

Já que estamos no Front, e no Front de um “bando grande” não adianta chegar para comer a presa quando ela já está abatida e sendo devorada por boa parte do bando. Os melhores pedaços de carne certamente são sempre comidos pelos indivíduos do bando que viram a presa ainda viva e participaram ativamente do abate. Os demais apenas lambem o mocotó.

E no nosso caso, a presa é o preço do bovino. Vamos à sua caçada então…

 

1)      Como está o nosso teto (SP/MS)?

Fechamos a última sexta no R$ 98,51 para a @ paulista a vista, sensivelmente melhor que os R$ 97,94 da sexta anterior.

Nem sei se dá para falar em alta, mas a situação que era a mesma a semanas, ou seja, “indicador orbitando próximo a R$ 98 e intervalo de preços entre R$ 97 a R$ 99”, e isto começa a dar sinais de fadiga. Os preços estão ficando cada vez mais perto do intervalo maior desta janela de negociação. Tanto é verdade que a janela de negociação da arroba à vista em SP ficou de R$ 96 a R$ 100,50.

Já houve negócio de R$ 101 com 30d de prazo…

SP e MS estão com escalas muito curtas, ainda no início da próxima semana (terça ou quarta)…

É como se fosse uma panela de pressão. A panela não estourou ainda, mas esta semana ficou claro que está cada vez maior a quantidade de vapor dentro dela e que a coisa pode ter ficado mais difícil de segurar… E o fogo parece estar aumentando…

Ufa… Estava até ficando chato. Toda semana era a mesma coisa. Estabilidade de preços. Será que agora vai? Vamos acompanhar de perto.

 

2)      E aqui, na terra do pequi???

Aquele problema do bovino goiano, o tal “autismo” que detectamos na semana passada ainda se faz presente.

Em termos de escala, as indústrias goianas começam a semana do feriado da Sexta da Paixão com a escala praticamente feita. Semana de feriado alonga escala mais facilmente, pois tem menos abate.

Porém, a nossa teimosia em dizer que não há boi gordo com fartura, fato real, aos poucos põe “a coisa no lugar”. As escalas estão sim, confortáveis, principalmente comparando com o resto do Brasil.

Mas (sempre tem um “mas”)… de toda a forma elas não decolaram. Continuam por volta de 5d úteis entre o dia da ligação e o do abate, mesmo com a semana do feriado… Tanto é verdade que o preço balcão cedeu de fato para os R$ 86av x R$ 88ap (ágio EU de + R$ 2a2,50/cab), mas não vingou o preço de R$ 85av x R$ 87ap desejado pelos frigos, volto a dizer, mesmo na semana antes do feriado, na qual há alongamento falso das escalas.

O motivo desta contramão no mercado bovino goiano continua o mesmo. Ou seja: vacas e mais vacas e mais vacas na escala.

A pergunta que se deseja responder é até quando estas vacas vão aparecer?

 

3)      Hora do quilo (para “refrescar a cuca”)

Para descontrair, a melhor definição de “status” que eu já vi: “Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa que você não é.”

E por fim, outra frase fantástica, que serve muito para o mundo dos negócios da pecuária: “Nada mais arriscado do que tentar não correr risco nenhum”. (Ricardo Amorim)

4)      E o dia de amanhã?

 

4.1. “Recapitulando”, de novo

Esta semana passada era para frigorífico ter “deitado e rolado”, aqui em GO. Com uma semana de escala feita e para escalar uma semana curta… Mas não. O preço não derreteu mais. Já deu todos os sinais que está “no osso” por ora. E o melhor: não virou realidade o menor preço proposto, o de R$ 87ap.

Notícias de preços de R$ 89ap no boi comum em Barra do Garças-MT… Teve frigorífico aqui em GO que pagou R$ 91av para boi EU… Notícia de R$ 101 em SP com 30d…

A informação tá aí. Pipocando. Todos os sinais são de que a arroba não vem mais para baixo neste curto prazo, afinal de contas, como disse semana passada e “RECAPITULO” de novo aqui: “NÃO TEM PASTO PARA TER UM ‘MAR DE BOI GORDO’ (“pasto vai valer mais do que boi” em 2013, segundo o cara que mais entende de pasto que eu conheço, o agrônomo Armélio Martins)”.

 

4.2. Autismo bovino goiano está sendo remediado?

Na semana passada, detectamos o “autismo” no boi de GO. Todo mundo caminhando para firmeza de preços e aqui nada. Dissemos que “o remédio para esta doença era: “venda aos poucos”.

                Fizemos exatamente isto. Estamos vendendo de “gole em gole” e suspendemos vendas até que se passe o feriado da Semana Santa. O remédio é este! Eu dei a minha dose. Vamos ver o resultado nas próximas semanas. Esta foi a estratégia adotada por nós, para nossos bois.

 

4.3. No curto prazo o que dificultaria uma alta do preço da arroba?

Como visto na seção que tratamos do preço de SP/MS, parece se firmar uma possível tendência de alta, interrompendo o marasmo da estabilidade da arroba. Pelo menos o clima está nos mostrando esta direção. Então, o que, no curto prazo, poderia segurar esta tendência de alta? Apenas duas coisas.

A primeira delas: abate de vacas. Explicação: Não existe oferta de machos para alongar escala. Não existe volume de boi confinado hoje e nem pasto para sustentar oferta de bois a pasto hoje. Este é o único motivo que fez frigorífico não alongar mais ainda a escala, nem em GO, nem em nenhum estado do Brasil. Os estados que tem boa oferta de fêmeas (GO talvez seja o ápice disto) conseguem conter a fervura dos preços da arroba.

A segunda delas: margens de frigoríficos ainda em níveis bons, mas sendo desafiadas neste momento. Ninguém imagina que eles vão querer “largar o osso”, né? Postergar aumentos da arroba são palavras de ordem e de primeira prioridade para as indústrias agora neste momento.

 

4.4. No curto prazo o que levaria a uma baixa consistente no preço da arroba?

A demanda externa tem se mantido acima da expectativa pelo seguintes fatores: “desvalorização do Real, maior estabilidade das economias dos países desenvolvidos, crescimento de países emergentes e preços do boi menores que em países concorrentes”, como bem pontuou o CEPEA esta semana. Isto deve se manter.

Do ponto de vista interno, o PIB deste ano está longe de ser uma “Brastemp”, mas as projeções ainda são consistentemente maiores que o pibinho de 2012. Isto é bom!

Demanda ok, e pelo lado a oferta? Este é o cerne da bússola que deve reger o destino do preço da arroba no Brasil neste ano. Frigorífico ainda acredita numa oferta regular de gado gordo e preços estáveis.

Eles estão acertando na estabilidade. A média do indicador de 01/jan até 22/mar é R$ 97,84/@ av, pouco menos que o preço de sexta, como visto.

Agora, “oferta regular”, eu acho que ainda não vimos. Se a oferta de machos se regularizar, ou seja, melhorar, aliado com a oferta de fêmeas já boa em alguns estados, aí sim, teríamos motivo de baixa consistente e de finalmente ver a cara da safra 2013.

Oferta de machos, de hoje a 60d, depende de bois de pasto. E cadê este? Não o vejo, por mais kms rodados que eu ande. Mas, sempre atento, nunca menosprezo a força de uma safra.

Falando nisto, o mercado tem mantido a arroba estável, ainda muito perto do pico do preço da entressafra do ano anterior. Isto não deixa de ser uma oportunidade…

Passa a ser de vital importância saber se haverá concomitantemente a esta boa oferta de fêmeas, uma oferta de machos que poderiam estar represados (coisa que não acredito pela escassez de pasto).

Uma boa pista para saber se as ofertas de machos e fêmeas ocorrerão concomitantes este ano é saber quando a oferta de fêmeas vai acabar. E o histórico nos mostra que nos anos em que o primeiro semestre é ofertado de fêmeas, como está sendo 2013, a oferta ocorre geralmente de jan a até o final de março, ou no máximo o final de abril. Hum… Mais 30d de fêmeas…

Este ano, a oferta de fêmeas começou já em dez/12 e perdura desde então. Ficar atento ao deságio da arroba da vaca com o boi nos sinalizará uma provável diminuição da oferta de vacas para abate, pois quanto maior a oferta de vacas, maior o deságio delas em relação ao preço do macho.

E atenção. Nesta sexta o deságio da vaca em relação ao preço do boi em GO atingiu o seu ápice do ano até agora em GO, sinalizando uma enorme oferta de vacas ao abate. Hoje a arroba da vaca vale 10,85% a menos que a do boi. Desde que acompanho este índice, NUNCA vi tal deságio. FATO INÉDITO NO MERCADO!

Portanto, aqui está um belo índice para monitorar o preço da arroba. Se este deságio começar a diminuir, antes de termos sinais de oferta de machos ascendente, poderemos antever a oportunidade de detectarmos um momento favorável para uma alta forte da arroba, antes que ela tenha se tornado óbvia para todos. Neste caso, antevendo isto, certamente, o futuro nos pertencerá!

 

 


 Méd.Vet. Rodrigo Albuquerque - CRMV-GO 04872

Contatos via Twitter: @fazendaburitis

ESPÍRITO DA APROVA: Farms here, forests here, and #boigordo here! Yes, we can!


“publicado também no site www.beefpoint.com.br”

rodrigo albuquerque
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