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Atualizado em 12/03/2013 às 08:08

NOTÍCIAS DO FRONT – “Amaciando o bife e a inflação”

Companheiros da Trincheira Bovina, Esta semana, texto mais curto, produzido de dentro da trincheira oponente. Como está o nosso teto (SP/MS)? Os estados de SP e MS estão da mesma forma que na semana anterior. Indicador um pouco abaixo de R$ 98 e intervalo de preços entre R$ 97 a R$ 99. Fechamos a semana passada com R$ 97,85, ante R$ 97,46 da semana anterior. Escalas curtas e notícias de preços firmes para o MS nesta semana com mais volume. Frigoríficos lutam para manter o boi gordo onde ele está. E vão conseguindo. Estabilidade no curto prazo é o que vemos na tela do nosso BEEFRADAR.


 A pecuária Goiana e Brasileira numa visão de curto, médio e longo prazos,

por quem a vive e precisa de repostas imediatas (Edição de 10/mar/13 a 16/mar/13)

 

Companheiros da Trincheira Bovina,

 

Esta semana, texto mais curto, produzido de dentro da trincheira oponente.

 

Como está o nosso teto (SP/MS)?

Os estados de SP e MS estão da mesma forma que na semana anterior. Indicador um pouco abaixo de R$ 98 e intervalo de preços entre R$ 97 a R$ 99.

Fechamos a semana passada com R$ 97,85, ante R$ 97,46 da semana anterior.

Escalas curtas e notícias de preços firmes para o MS nesta semana com mais volume.

Frigoríficos lutam para manter o boi gordo onde ele está. E vão conseguindo. Estabilidade no curto prazo é o que vemos na tela do nosso BEEFRADAR.

 

E aqui, na terra do pequi???

Cenário parecido com o do nosso telhado (SP e MS).

As escalas estiveram mais curtas perto do Carnaval. Mas, não estão “nenhuma Brastemp”, pois atendem entre 4 a 5d úteis de abate.

Com isto, os preços balcão consolidam-se entre o R$ 87av x R$ 89ap para o boi comum. Ainda são vistos negócios R$1 acima disto, mas estão mais raros do que a duas semanas atrás.

O ágio EU, com o resultado bom das exportações posiciona o boi com status ERAS aprovado em cerca de R$3 acima do balcão mais comum.

A verdade de preços e escala é esta, o resto é pura especulação.

 

Hora do quilo (para “refrescar a cuca”)

Mais uma vez, do @Ricamconsult: “Em 2012, em toda América Latina, a economia brasileira só cresceu mais do que o Paraguai”.

Isto afeta o nosso consumo interno, sobretudo de carne. Estamos inseridos na economia…

E o dia de amanhã?

Primeiro, edição mais curta, produzida de dentro da sala de pecuarista de um frigorífico. Depois de conversar com a compra de gado, transporte, ir no curral, funcionários do abate, faturamento, recepção, etc, cheguei a estas conclusões:

  1. Oferta de boi gordo ainda não é grande;
  2. Oferta de fêmeas está absurda ainda (este frigorífico que visitei, abatia de 5 a 10% de vacas e está com 25% na escala, o que é pouco para o padrão de mercado hoje, pois a maioria das plantas está com 25 a 60% da escala como fêmeas);
  3. Tendência de estabilidade para o boi gordo no curto prazo;
  4. Exportação ajudando o boi decisivamente neste momento;
  5. Vendas no mercado interno não estão “bombando”, mas decisivamente deixaram de ser o “mico” que alguns diziam ser a duas semanas atrás;
  6. Escalas e preços estão dentro do que comentamos nas seções iniciais deste.

Segundo, há profundas incertezas na oferta de #boigordo. Regime de chuvas totalmente irregular. Frigos interessados em contatos com produtores para entregas futuras, como termo para julho e para a entresafra. Atenção!

Terceiro, há profundas coincidências na TV de reportagens recentes que direta ou indiretamente mancham a imagem do #boigordo. E vieram na sequência, mostrando o problema da contaminação de carne de cavalo, depois a dieta mediterrânea (ligou o fato de comer carne vermelha em no máximo 2d na semana poder reduzir mortes) e agora a questão de abates em condições inadequadas.

Tudo isto no momento em que o PIB de 2012 é deflagrado como um dos piores da América Latina e no momento em que a inflação dá claros sinais de preocupar o governo.

Neste sentido, deixar a “carne bovina quietinha” em termos de preço deve agradar profundamente quem quer ver a inflação menos ativa.

A dona de casa sabe que “bater no bife” amacia a carne. Será que há a esperança de que isto também ajude a conter a inflação?

Para quem produz carne (e não boi gordo), respeitando o ambiente, os funcionários, a sanidade animal e o bem estar animal, dá indignação esta sequência de reportagens.

E ainda mais que elas mostram só um lado da moeda, jornalisticamente tendenciosa. É o apogeu do conceito do “terrorismo alimentar”, mencionado pela Lygia Pimentel.

Fica a dúvida de o quanto isto afeta o consumo de carne. Mas fica a certeza de que estas reportagens afetam a imagem da pecuária de qualidade e sobretudo do produto nobre que ela produz, a carne!

A reportagem que bate no bife atinge diretamente a cara da pecuária séria e responsável deste País, o qual, aliás, é movido pelo campo.

 


 Méd.Vet. Rodrigo Albuquerque - CRMV-GO 04872

Contatos via Twitter: @fazendaburitis

ESPÍRITO DA APROVA: Farms here, forests here, and #boigordo here! Yes, we can!


“publicado também no site www.beefpoint.com.br”

 

rodrigo albuquerque
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