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Atualizado em 04/02/2013 às 16:16

NOTÍCIAS DO FRONT - "A roda gigante do #boigordo"‏

Prezados Recrutas do “Front Bovino”, Frase inspiradora do dia: “O negócio era tão ruim, mas tão ruim, que ficou bom (cultura popular)” Um dia, quando era ainda vendedor técnico de sal mineral, nos idos de 2002, eu estava aguardando na antessala do presidente de uma grande Cooperativa de Leite do Vale do Paraíba - SP, procurando vender premix para a fábrica de ração deles. Aparece um sábio senhor de uns 85 a 90 anos que me disse várias frases, algumas das quais nunca mais me esqueci. Uma delas é: “o mundo dos negócios, é igual a uma roda gigante, quando se está bem, por cima, prepare-se, provavelmente você vem para baixo, a não ser que pule para outra roda gigante em ascensão. Mas cuidado, no pulo, você pode ir para baixo mais rápido ainda”.


 NOTÍCIAS DO FRONT – “A roda gigante do #boigordo”

A pecuária Goiana e Brasileira numa visão de curto, médio e longo prazos,

por quem a vive e precisa de repostas imediatas (Edição de 03/fev/13 a 09/fev/13)

 

Prezados Recrutas do “Front Bovino”,

 

Frase inspiradora do dia: “O negócio era tão ruim, mas tão ruim, que ficou bom (cultura popular)”

 

Um dia, quando era ainda vendedor técnico de sal mineral, nos idos de 2002, eu estava aguardando na antessala do presidente de uma grande Cooperativa de Leite do Vale do Paraíba - SP, procurando vender premix para a fábrica de ração deles. Aparece um sábio senhor de uns 85 a 90 anos que me disse várias frases, algumas das quais nunca mais me esqueci. Uma delas é: “o mundo dos negócios, é igual a uma roda gigante, quando se está bem, por cima, prepare-se, provavelmente você vem para baixo, a não ser que pule para outra roda gigante em ascensão. Mas cuidado, no pulo, você pode ir para baixo mais rápido ainda”.

 

Hora do quilo (para “refrescar a cuca”)

“se você ganha mais de R$ 3.500,00 por mês, está entre os 4% mais ricos do mundo”

“se você ganha mais de R$ 5.500,00 por mês, está entre os 1% mais ricos do mundo”

(Ricardo Amorim, via @Ricamconsult).

 

Como está o nosso teto (SP)?

Semana passada disse sobre o mercado em SP: “ainda sem muitas novidades reais em termos de preço” e com “o sentimento de que o mercado vai firmar aos poucos”. E isto ocorreu! O feeling (sentimento) sobre o mercado apontou na direção certa, tal qual um cão perdigueiro para a caça. Ganhamos dinheiro para o nosso CPF na BMF esta semana!!!

 

Saímos de R$ 97,73 av e fomos para R$ 98,31 av. Nem R$ 1 de alta, parece pouco, mas se torna muito consistente ao vermos que o intervalo mín e máx do preço à vista subiu R$ 1,50 na mínima, ficando de R$ 97 a R$ 99,50. Falta disparar a máxima. Objetivo para esta semana.

 

Será que a turma paulista está ignorando a existência do R$ 99 e buscando o boi de 3 dígitos? Tomara.

 

E lembram daquela história da BMF antecipar em 15d o físico? Mais uma vez deu certo, pois ela tinha eliminado o deságio de jan frente ao indicador...

 

E aqui, na terra do pequi???

O #boigordo goiano está meio “altista”, vivendo o seu mundinho. Alheio ao movimento acima, ele continua estacionado, valendo infelizmente ainda a mesma frase da semana passada: “preço tabelado “para toda banda” no R$ 86av x R$ 88ap, com ágio de R$ 1 no boi EU (com muito esforço, e dependendo da distância da Fazenda ao Frigorífico, ainda se tem o boi EU de R$ 90)”. Não precisei mudar nenhuma letra. Economizei até o teclado...

 

E infelizmente o parágrafo da semana passada sobre diferencial de base aberto com SP segue a mesma rota, continua aberto demais, e infelizmente, abrindo mais. Beiramos o deságio de de 11% frente a SP nesta semana e na corrida que não gostaríamos de ganhar, já somos vice. Ou seja, GO está hoje com o 2º pior preço do BRASIL em termos de deságio frente a SP. Só o MT, que é líder nesta péssima corrida, tem preço pior que o nosso considerando este critério. Nada para se orgulhar né?

 

E o dia de amanhã?

 

Antes de mais nada, o nosso janeiro, foi “MELHOR QUE A ENCOMENDA”. Nada para motivar ainda uma festança danada com a vizinhada, ainda pregamos cautela pela fase do ciclo pecuário que estamos, mas dá para ficar feliz! Vamos aos fatos.

 

Primeiro, um alerta muito bom, excelente para nós goianos: nos últimos 8d corridos, a escala andou apenas 3,5d ao nosso ver. A enxurrada de fêmeas diminuiu a intensidade. Estávamos com 1 semana certinho de escala. Você ligava numa sexta, o frigorífico somente conseguia abater seu boi ou sua vaca na sexta seguinte, não cabia nem mais uma codorna durante a semana. Agora, é diferente. Na quinta, dia 31/jan, havia vagas para abate entre terça (05/fev) e quarta (06/fev). E no sábado um frigo me disse que poderia abater um truck de vacas entre quarta e sexta próximas. Atenção você que tem animais para vender agora... Olho atento. Este movimento de encurtamento da escala, aliado ao diferencial de base muito aberto nada mais é que uma avenida para frigo voltar um pouco de preço a mais aqui. Não que teremos uma disparada, mas R$ 1/@ a mais não é nada mal. O cenário para isto está montado.

 

Segundo: houve uma ressuscitação em janeiro. Se a carne é a nossa Bela Adormecida, a exportação é a Falecida. Pois bem, a falecida teria ressuscitado! O jan/13 comparado com jan/12  teve aumento de 43,4% em volume, 36% em receita, com redução de preço de 5,2%. Nada mal. Na previsão global do ano dissemos que “o pior já foi em termos de crise, não teremos um horizonte limpo, ..., porém, deve melhorar”. E MELHOROU MESMO! Mas e o dólar? Não está ajudando... Resp.: sim, não está, mas e se esta carne tivesse ficado no mercado interno? De toda forma é muito positivo a Falecida ter iniciado a sua ressureição.

 

Terceiro: inflação, conta de luz, dólar, gasolina. O que isto tudo tem a ver com o boi? Resp.: tudo. O seu #boigordo está inserido na economia. O governo decidiu finalmente repassar o défcit do preço da gasolina nesta semana, pouco mais de 6%, após quase quebrar a Petrobrás, empresa tristemente fadada aos desmandos políticos. Não é a toa que a BMF reflete isto na perda de valor consistente das ações da Cia. Este aumento do “petróleo que queimamos” tem impacto na inflação. E como nos ensinou a Carta Pecuária, o boi costuma acompanhar a inflação. Porém, para segurar a inflação, em contrapartida, o governo decidiu “tirar a sua mão do dólar” para frear um pouco a ascenção de preços, o que em somatório ao efeito da queda da conta de luz, ajudará a conter o índice inflacionário. Bom, sem o governo como “goleiro para o dólar”, os frigoríficos exportadores obtém menos R$ para cada US$ exportado e tem a choradeira já pronta no discurso. A verdade é que a margem dos “nossos opositores do Front” está alta, mas está tendo seu curva de ascenção sendo testada. Apenas isto. Eles estão ainda ganhando muito $, apenas talvez, estejam não mais aumentando o ganho por kg de carcaça que vendem. Ou seja, sem motivos para chorar!

 

Quarto: chuva. Chuva? Sim, chuva, chuva e mais chuva em jan/13. Ótimo! Só nos preocupa a irregularidade da chuva desta estação. Foram quase 700mm na fazenda, ante apenas 40mm em dez/12. De toda a forma, a Fazenda que tinha condições, melhorou bem em termos de pastagem. A questão é que são pouquíssimas as Fazendas que tinham condições de ter pasto bom. Ambos os casos, as raras Fazendas com bom nível de pasto e as muitas ainda sem pasto, não são potencialmente boas fornecedoras de boi gordo agora, pois quem tem pasto, não tem pressa de enviar e que não tem pasto, não tem como enviar animais prontos para abate em volume. Não é a toa que escutei de comprador de frigo esta semana: “não está fácil achar boigordo para comprar”.

 

Quinto: custos. Ou melhor, pressão dos custos. Esta semana fizemos a projeção de lucratividade do confinamento 2013 e o resultado nos mostra uma grande redução do lucro comparado com 2012. Muito ruim mesmo. Será que todo mundo vai mesmo fechar boi em cocho em 2013? Isto fica muito bem demonstrado num estudo do CEPEA publicado no Beefpoint que mostra que entre 2004 e 2012 o custo de produção subiu 117%, enquanto a arroba se valorizou apenas 69%. Resultado é a perda de margem do pecuarista de maneira acentuada. Sabemos disto né? Sentimos na pele da nossa trincheira (Fazenda)!

 

Sexto: quando analisamos os números dos últimos anos, de 2010, 2011 e 2012, vemos um decréscimo do valor máximo da @ ano após ano, os quais foram respectivamente: R$ 114,48, R$ 107,07 e R$ 99,81 (base SP, livre, à vista). Entretanto, a média de jan/13 na mesma base citada (R$ 97,57) ficou muito próxima ao pico da arroba do ano passado. Foi a primeira vez que isto ocorreu de 2009 para cá:

- o jan/11 ficou 12% abaixo do pico de 2010

- o jan/12 ficou 7,8% abaixo do pico de 2011

- o jan/13 ficou 2,2% abaixo do pico de 2012

Muito bom! Viram como foi melhor que a encomenda!

 

E finalmente, voltamos à frase inspiradora. A lucratividade da pecuária de engorda dos últimos anos mostra uma perda consistente da margem e este ano mais do que nunca a engorda confinada sinaliza esta direção. Em anos assim, a arroba costuma reagir no mercado futuro impulsionada pela pessoa jurídica, para estimular o confinador. Vale ficar atento para aproveitar isto.

 

Ou até mesmo acaba subindo pela própria falta do boi na entressafra, afinal de contas, o boi está descendo na roda gigante da sua viabilidade econômica, descendo tanto que já deve ter desanimando muita gente e já deve estar próximo do nível mais baixo... Quem sabe vem daí para cima?

 

Mesmo porque se não vier, nosso lucro cairá terá caído da roda gigante de uma vez, ESTATELADO NO CHÃO!

  Méd.Vet. Rodrigo Albuquerque - CRMV-GO 04872

Contatos via Twitter: @fazendaburitis

ESPÍRITO DA APROVA: Farms here, forests here, and #boigordo here! Yes, we can!


“publicado também no site www.beefpoint.com.br”

 

rodrigo albuquerque
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