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Atualizado em 28/11/2012 às 16:16

NOTÍCIAS DO FRONT - quem vai comer o filé?‏

Eis-me aqui, Para comentar algumas poucas palavras aos “verdadeiros alicerces” da economia Brasileira, nós, os produtores rurais. O pensamento inspirador do dia: “Primeiro vamos caçar em bando, depois, com a presa já morta, a gente briga para saber quem vai comer o filé” (Osler Desouzart).


 

 
 
NOTÍCIAS DO FRONT – Quem vai comer o filé?
A pecuária Brasileira, sobretudo Goiana, na visão do curto, médio e longo prazos,
por quem a vive e precisa destas repostas (Edição de 25/nov/12 a 01/dez/12)
 
 
Eis-me aqui,
 
Para comentar algumas poucas palavras aos “verdadeiros alicerces” da economia Brasileira, nós, os produtores rurais.
 
O pensamento inspirador do dia: “Primeiro vamos caçar em bando, depois, com a presa já morta, a gente briga para saber quem vai comer o filé” (Osler Desouzart).
 
estratégia dos frigoríficos comentada no último informe continuou nesta semana que se passou.
 
Como está o nosso teto? Não estou falando de goteiras, apesar de nov estar EXCELENTE em chuvas, graças a Deus... Mas sim da @ de São Paulo... A @ paulista caiu pouco na semana passada, cerca de R$ 0,50/@, praticamente estável, portanto. Iniciamos a semana com o indicador em R$ 97,80 av e terminamos esta última sexta com R$ 97,42 av. O intervalo de preços é de R$ 96 a R$ 100 av. Perdemos R$ 1 de preço mínimo, portanto.
 
E aqui, na terra do pequi??? A rima não é pobre, pobre mesmo são os preços do boi gordo, kkkkkkkk. Iniciamos esta semana que se encerrou com o preço balcão de R$ 94 av x 96 ap (ágio de R$ 2 para o boi EU). Na terça, dia 20/nov, o balcão caiu R$ 1 e na quinta, dia 22/nov, ele caiu mais R$ 1, personificando a “proposta indecorosa” de R$ 92 av x R$ 94 ap, com apenas R$ 1 de ágio para o EU.
 
Para quem tinha o R$ 98 ap e agora lhe é oferecido o R$ 94 ap, já sente R$ 4 de queda. Isto é tentativa ainda, se vai virar, eu ainda quero ver... Mas é o que se apresenta. Negócios são vistos (ainda) em valores maiores... O alicerce disto são as escalas. Já completas para esta semana que se inicia agora, e adiantada para a semana seguinte (de 03 a 07/dez). Vixe!
 
Por falar em preço do boi, aqui vai o “direito de resposta” do CEPEA.
 
Só para lembrar, na edição anterior, escrevi: “Incrivelmente,..., indicador de SP 97,80 av e o av de Goiânia a R$ 98,11 (16/nov). Estou questionando o CEPEA... Não acredito neste valor. Aposto que vai cair segunda-feira. Com a palavra, o CEPEA...”
 
Bom, como havia previsto, caiu mesmo na segunda, dia 19/nov. Mais de R$ 1. E fechou esta sexta, com mais R$ 1,50 de queda frente ao preço de segunda. Isto mostra que havia uma distorção no preço de 16/nov (sexta após o feriado do dia 15/nov, quando o dif. de base de SP x GO ficou positivo).
 
A explicação do CEPEA foi: “Em dias como os de sexta, em que muitos operadores ficam fora do mercado, movimentos mais bruscos podem ocorrer em função da variação de amostra”.
 
Tirem as suas conclusões. A minha foi: “deveria haver algum filtro, pois entendi que como operadores ficam fora, como foi dito, a amostra pode não ter sido representativa... Daí a distorção”.
Apesar de achar que algo ainda pode melhorar na coleta de preços (humildemente faço esta crítica construtiva), o importante foi que a resposta a minha pergunta foi pronta e rápida. Portanto, “ponto para o CEPEA” por este lado.
 
E o dia de amanhã? Por incrível que pareça, tem boi de cocho a ponto de fazer efeito em escala e, portanto, em preço. Frigorífico relatando isto. Fato confirmado por pessoas que tem muito contato no mercado e que tem o “carcanhá rachado”. Mas, muita gente (acho que a maioria) duvida disto. O fato é que ao menos por enquanto, o boi de cocho, seja lá qual volume ainda tenha, está saindo do forno diretamente para as escalas, abrandando a brasa do preço do boi. E tem frigo com muito estoque de boi próprio para abater este mês... Esta pode ser a “última carta na manga deles”, a última “abertura da caixa de ferramentas”. Cuidado...
 
O meu maior temor são o início das vacas em escala. Ainda não há volume considerável, com certeza. Mas já começam a “pintar”. Nosso capataz viu 5 carretas passando na frente da Fazenda e hoje mesmo, na BR 153, eu vi carreta de 2 andares cheia de fêmeas.
 
Volto a dizer, ainda não tem volume de vaca/novilha/”boi sanfona”. Mas preocupa-me que a quantidade de dias úteis de abate neste mês de dezembro. São menos... Teremos duas semanas “capengas”, pois o Natal e o Ano Novo serão em “terças-feiras”.
 
Tomara que exista mesmo a lacuna de animais prontos entre o final do confinamento e o início da safra de pasto. Mas, sabem, já acreditei mais nisto... O próprio mercado futuro já projeta uma queda de agora para o final de novembro, e também daí para o final de dezembro, nada desesperador (cerca de R$ 1 de queda de agora até o derradeiro dia de 2012), mas já mostra que este ânimo com a @ do final de 2012 já foi sem dúvida muito maior.
 
Outro ponto fundamental é o comportamento da Bela Adormecida, a carne. No início de novembro, falamos que ela “repousava irritantemente nos R$ 6,30/kg”. Chegou “a dar uma espreguiçada”, mas teima em não subir muito mais do que isto. A margem bruta dos frigoríficos, que foi testada entre o final de jan e início de março deste ano, sofre novo teste. Ainda está nas alturas, mas está sendo testada. Mesmo com o 13º vindo aí...
 
A nossa previsão de termos preços de GO com dif. de base mais estreito frente a SP, tem se confirmado. Tudo bem, ele abriu um pouco, pois quase zerou (ficou até mesmo positivo no dia 16/nov), mas estamos com cerca de 2 a 2,5% de deságio frente a @ paulista (nosso teto). Vale lembrar que do final de nov a 31/dez/2011, tivemos aproximadamente 6% a 6,5% de deságio, ou seja, a grosso modo, 3x mais deságio que agora. Notícia confirmada e boa, portanto!!!
 
Na semana passada falamos muito de economia... Estamos inseridos nela. Estamos num ano de baixíssimo crescimento de nossa economia interna, a qual tem sido nosso “porto seguro” nos últimos anos. Talvez isto explique o apelido “Bela Adormecida” que dei à carne agora.
 
E uma das formas de acordá-la em minha opinião são as “marcas de carne”, tema discutido nesta semana pelo workshop muito pertinente promovido pelo Beefpoint. Além da criação de selos e marcas, precisamos fazer algo em conjunto, ou seja, caçar em bando.
 
Não tenham dúvida, as promoções que estamos vendo agora (inclusive a “Black Fraude”, versão brasileira da “Black Friday”, importada da cultura consumista norte-americana) são porque a economia não anda bem.
 
Explico melhor: vocês já escutaram a frase: “Devido ao enorme sucesso, a promoção está mantida por tempo indeterminado”? Uma das maiores “mentirinhas” do marketing. Nada que está vendendo igual “pão quente” precisa e merece desconto. Alguém aqui já viu padaria fazendo desconto para “pão quente”? Igual a enterro de anão... Orelha de freira...
 
Só sem mantém uma promoção (como a redução do IPI, por exemplo) porque a engrenagem da economia daquele determinado setor está precisando de um “oleozinho” (promoção) para “rodar melhor”.
 
A interpretação correta da frase “Devido ao enorme sucesso, a promoção está mantida por tempo indeterminado” é “Como esta porcaria não vendeu nada e continua encalhada, vamos continuar com esta por_ _ de promoção para tentar diminuir nosso maldito estoque”.
 
E porque precisamos caçar em bando? Resp.: porque nossos concorrentes estão de olho no nosso consumidor. Explico: a estratégia para “sugar o 13º”, por parte do comércio de varejo hoje é: “vamos endividar nosso consumidor primeiro, para impedir que ele compre do nosso concorrente”.
 
É impressionante o marketing de eletrodomésticos, eletrônicos (inclusos celulares do tipo smartphones) e de carros em cima do consumidor. Eles querem quebrar a tradição da compra de “última hora” que o brasileiro tem. E a lógica é clara: se o cara já comprou da gente (e se endividou) não vai comprar de nosso concorrente.
 
E o nosso produto, a carne para o churrasco, todo mundo compra bem perto de consumir. Aí, já terá “caído nas redes” e adquirido um “carrinho”, um “celularzinho”, uma “motinha”, um videogamezinho “X-box”, etc. Façam a pergunta para as suas funcionárias domésticas: “O que você quer comprar neste Natal?” A minha vai mandar um videogame “X-Box” e uma TV de Led... Perguntei “E a ceia”... A resposta foi: “ah, isto a gente vê depois”.
 
Este pessoal que falei, vendedores de eletrodomésticos, eletrônicos e de carros é muito competente. Só para se ter ideia, cerca de 25% dos celulares vendidos no BR são smartphones. Eles caçaram em bando para abater nosso consumidor primeiro.
 
Quantos de nós pensamos em dar de presente uma cesta básica de churrasco? (carne, carvão, uma faca, etc, muito bem embalado, bacana e fino). Aliás, será que existe isto? Taí uma boa sugestão.
 
Ao invés de caçar em bando, ficamos brigando pelo filé, de uma presa que poderá até já estar abatida, morta e endividada pelos nossos concorrentes da economia geral.
 
rodrigo albuquerque
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